Não quero ter que me limitar a um dos mundos que me oferecem. Não quero ofertas de onde e como viver. Quero escolher de olhos fechados, a minha cegueira sempre me livrou dos meios-termos. Gosto das intensidades, mesmo que elas durem pouco. A intensidade de minutos, transforma a minha agonia em algo pra depois. Sempre pra depois, eu as adio. Mas nunca consigo não tê-las. Tenho vontade de fazer tudo que é ilícito, tudo que tem pouca iluminação, não gosto que me vejam. Quase nunca explico as minhas vontades, mas o que acontece dessa vez, é que nada do que é prazeroso pra mim, satisfaz a maioria e essa é a melhor parte. Gosto de ser engolida pela incerteza dos outros, pelo olhar confuso das pessoas, no final, ninguém nunca consegue me digerir. Não sei bem de que norte eu estou falando, o que eu sei mesmo é que eu quero ventos de bons fluidos. Quero viver dentro dos limites do infinito, quero ser do infinito e experimentar o que existe nele. Ter acesso às sensações que me levem ao paraíso sem me preocupar com o precipício que existe.
Só me pergunto, porque é que não estou fazendo isso ainda...

